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29/05/2019

PARA COMER LENDO: TODA COMIDA TEM SUA HISTÓRIA

Em que contexto a mulher mais poderosa que já governou o Egito, Hatchepsut, pode se encontrar com estudantes de Direito paulistanos? Onde o Papa se reúne a Ernst Hemingway? Em qual cenário Cézanne e seus compatriotas Asterix e Obelix tornam-se próximos? À mesa, ou melhor, no instigante e prazeroso livro de Joana Monteleone, Toda comida tem uma história.

Trata-se de uma obra saborosa. Diversos ensaios, todos contados com o gozo de uma historiadora que, nesse momento, não está fazendo História (aquela com H maiúsculo), mas contando histórias. Esse contar, porém, exige cultura e talento, e isso Joana tem de sobra: ela é uma cozinheira, quer dizer, uma narrador de mão cheia, que transita entre diversos tempos (apesar de seu gosto declarado pelo século XIX) e por diversos pratos.

O livro, indicado para leitores de qualquer idade, mostra o quanto cada refeição que fazemos está cheia de história para contar, e nos contar. Por exemplo, quem sabia que os soldados que desembarcaram na Normandia no dia D levavam, além de armas, chocolate? Quem não se surpreenderá ao saber que Balzac deve toda sua literatura ao café? E que Leonardo da Vinci foi, antes do gênio que mudaria o mundo, um ajudante de cozinha?

Diz Joana que “a história das receitas começa com a história da humanidade”. Comer é, mais que uma necessidade, um hábito cultural, mais que um hábito, um gozo socializado ‒ afinal, o com- de comer prova que só comemos juntos. Toda comida tem um história é um livro para se ler como se aprecia um manjar, com prazer e alegria, e, acima de tudo, com a consciência do quanto a alimentação é parte significativa das pessoas que somos.