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Juntos pelo livro

Grupo de cem editores lança campanha para valorização do livro

Iniciativa também visa proteger obras e vendas

Governo de Rondônia tentando recolher livros clássicos de sua rede escolar. A Prefeitura do Rio querendo tirar de circulação um livro vendido na Bienal. As duas maiores redes de livrarias ainda em recuperação judicial. Governos interrompendo ou diminuindo drasticamente seus programas de compras. E, para completar, a pandemia de Coronavírus que está deixando a economia mundial em situação alarmante.

Para fazer frente a essas notícias que ameaçam o setor livreiro, um grupo de até agora cem editores brasileiros, se uniu para criar uma campanha de valorização do livro e da leitura.

O grupo sem representação formal – com as principais editoras de porte médio e pequeno do país – foi criado no início de 2019 para juntar forças nas negociações com as redes Cultura e Saraiva, consolidou-se e agora parte para novas iniciativas.

 A campanha adotou o slogan “Juntos pelo livro”. “Queremos mostrar que o setor livreiro está atento a iniciativas que prejudiquem a publicação e a venda dos livros”, diz Fernando Emediato, da Geração Editorial.

Paulo Tadeu, proprietário da Matrix Editora, destaca que a campanha também quer “chamar a atenção do leitor para valorizar a leitura”.

O grupo de editores vai colocar o selo da campanha no verso de todos os seus próximos lançamentos e também em redes sociais, além de estar buscando a adesão de novas editoras para ampliar a repercussão da ideia.

Editora Oficina Raquel apoia essa iniciativa.

JUNTOS por essa parceria!

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Resistir é um Ato Poético

Mario Felix é do mundo das palavras: trabalha com a arte de comunicar e contar. Comunica pelos livros que edita, pelos poemas e contos que escreve ou pelos podcasts que produz. No fundo, é um Cidadão das Letras.

De modo profundo e preciso, Mario escreveu uma resenha sobre o nosso lançamento: Ato Poético. Leia a seguir:

Resistir é um Ato Poético

Por Mario Marcio Felix

Quando o filósofo Platão expulsa o Poeta da sua República Ideal por ser uma má influência, foi “copiado” por Augusto ao exilar o poeta Ovídio na última das províncias romanas, Tomis, à beira do Mar Negro. Ambos cometeram o mesmo crime, um crime poético. O primeiro por ensinar à juventude a abstrair. Abstrair te deixaria no mundo da lua, um verdadeiro preguiçoso e alguém improdutivo à Polis; o segundo, pior, ensinou noções básicas de socialização aos jovens através da sua Ars Amatoria. Não pense que a Arte de Amar era algum Kama Sutra que escandalizava os hipócritas da época. No máximo, dava noções básicas de higiene e perfuminhos para os jovens; um verdadeiro jogo da sedução 1.0 beta tester. Mas, parando para pensar, tanto o Poeta da Polis quanto Ovídio carregam o mesmo problema. Problema esse que não está nada longe dos dias de hoje, onde poetas e demais artistas são marginalizados por não fazer a “alta cultura” que a elite espera. O poeta é o exótico, quase tão exótico quanto aquele que fica às portas dos centros culturais e te aborda sempre com aquele Você curte poesia? Qual não é a surpresa ao nos afastarmos da Poesia, do Poeta?! Parece que ela, a Poesia, vai se grudar a você e te arrastar para a terra dos marginalizados diferentes. E voltamos à nossa programação normal nos palácios da cultura. Mas ao fazermos esse retorno nos esquecemos de onde deveríamos continuar: junto ao povo. A Poesia nasceu junto ao povo e ao seu lado deve permanecer.
Onde está então o Ato Poético? Só me falta dizê-lo em que serve, como se a obrigação da serventia estivesse presa a ele como um crachá da lógica e da praticidade. Pessoas periferizadas, marginalizadas e estigmatizadas por atos majoritários deveriam
se resignar? Entreter e receberem aplausos ao exótico? Não! Marcia Tiburi e Luis Maffei recolheram os ecos de uma das “serventias” da literatura: ser a porta-voz da sua época, dar voz a quem de direito para gritar. Aqui se grita por democracia e pela democracia, por nenhum direito a menos, por ninguém a menos. Um grito entalado na garganta por quem vê o seu futuro se esvaindo por necropolíticas, atos escancaradamente velados de um retorno aos exploradores de há quinhentos anos. Luis Maffei escreve Um ato em poesia, mas sem querer ele e Marcia Tiburi recolhem inúmeros atos em poesia, atos que resumem o sentimento de toda uma geração que provou conquistas e que as viu se esvaírem antes que o gosto sequer tivesse chegado ao fundo da língua. São gritos desiludidos, de horror, de estupefação, de exasperação, de combate, de escárnio, por quem teve seu trânsito e seu futuro violados, gente que só queria que o afago não fosse mentira. Ler o Ato Poético é se deparar com a realidade que Platão disse que o Poeta não representaria. Ah, polis, mentira idealista ateniense. Algo tão almejado, algo que batiza a ciência do enriquecimento e que é o sonho de muitos: a política. Se ao menos quem defende a democracia soubesse que Kratos é a personificação da força, o demo do povo saberia sua verdadeira missão. Mas há quem saiba. Infelizmente há quem nisso ignore, faça ouvidos moucos para não dar a outra face, para não fazer algo para quem realmente necessite. Aviso então ao caro leitor que permaneceu nestas linhas, não sei realmente se por curiosidade ou por animosidade ao que escrevo. Se quer realmente ouvir os verdadeiros problemas que se intercruzam em poucos temas centrais, leia este Ato Poético. Ele é um manifesto, algo que não pode permanecer escondido, varrido sob o tapete da cartola e do monóculo. A verdadeira face, não o rosto bonito e maquiado, está nas poesias como no soneto de Dani Balbi, Carne Travesti, uma poesia tirada de um âmago tão denso, de um sentimento tão sufocado por muitos que nunca tocaram a realidade do que tange às travestis e trans. Muitos nunca conseguem romper a barreira do próprio olhar indiferente, sob o escudo da exoticidade, para tocar a verdadeira humanidade de quem sempre é relegada a “mendigar” sentimentos e barganhar o exercício da própria existência. A Poesia quando foi expulsa da República é como a de Julio Machado, que, travestida de alta Mensagem, nos mostra que nem sempre as palavras são o que são. O básico nos é negado, não pense que é por puro acaso. O Brasil é um país de caso pensado e fato consumado. A Poesia, a verdadeira mesmo, aquela que escrevo aqui com um pê maiúsculo desde o início, ela é um ato de existência. E, se a realidade fere a nossa existência, aqui e através d’Ela, seremos resistência. 

Em parceria com Mario, resolvemos realizar um sorteio através do Instagram. Assim que completarmos 2K, presentearemos um dos nossos seguidores com um exemplar do Ato Poético. Para participar será bem simples, e em breve serão divulgadas as instruções. Não perca tempo e nos siga no instagram para participar dessa oportunidade.

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Ebooks da oficina

Pensando em maneiras de se adaptar durante essa nova rotina de quarentena, a editora Oficina Raquel tem disponibilizado aos poucos, alguns de seus títulos mais famosos nas plataformas destinadas à venda de e-books.

São mais de 30 livros disponíveis na Amazon, Kobo, Google Play, App Store e muito mais, com preços entre 5 e 15 reais. 

Confira na lista abaixo as obras que foram disponibilizadas:

  • Coleção Pensar Político: Lugar de Mulher, Brasil em Transe: Bolsonarismo, nova direita e desdemocratização, Manifestações no Brasil: as ruas em disputa, 2016, o ano do golpe (Org. Adriano de Freixo, Rosana Pinheiro-Machado, Thiago Rodrigues, Lívia Magalhães)
  • Rituais da Percepção, Adalberto Müller e Alex Martoni
  • Toda comida tem uma história, Joana Monteleone
  • Transliteraturas, Jorge Marques e Juliana Berlim
  • Azul Cobalto, Maria Teresa Horta
  • No caminho, no compasso: guia de viagem para amantes da arquitetura, Mariana Magalhães
  • Ato Poético, Marcia Tiburi e Luis Maffei
  • Trinta e tantos livros sobre a mesa: Críticas e resenhas, Haroldo Ceravolo Sereza
  • Retrato de Rapaz, Mário Cláudio
  • Gonçalo M.Tavares: ensaios, aproximações, entrevista, Madalena Vaz Pinto
  • Relações luso-brasileiras: imagens e imaginários, Ida Alves e Gilda Santos
  • Grafias da cidade na poesia contemporânea (Brasil- Portugal), Ida Alves e Marleide Anchieta
  • A matéria- emoção, Michel Collot
  • Coleção #profissa: Quatro dias na Vida de Joel, Vamos falar das Cianinhas? e Retalhos (Victor Vasconcellos, Marisa Oliveira e Jorge Marques)
  • Mulher, empoderamento e legado, Silvana Mello
  • Náufragos da esperança, Lucia Helena
  • Da vida de um imprestável,  Joseph Freiherr von Eichendorff e Fernando Miranda
  • Uma Espécie de Cinema (Org. Célia Pedrosa, Franklin A.Dassie, Luciana di Leone, Joana M.Frias, Rosa M. Martelo)
  • Arder a palavra: e outros incêndios, Ana Luísa Amaral
  • O menino que não queria tomar banho, Simone Magno e Cisko Diz
  • A menina que não amava a natureza, Simone Magno e Cisko Diz
  • A menina que não gostava de meias, Simone Magno e Cisko Diz
  • Valdemar e James: uns macacos muito amigos, Mariana Vilhena e Luis Maffei
  • 40, Luis Maffei e Roberta Ferraz
  • Não é bem assim a história, Anna Claudia Ramos
  • Mater ex-crita, Márcia Marques- Rambourg
  • Inacreditáveis, André Monteiro e Roberto Corrêa dos Santos
  • Do mundo de Herberto Helder, Luis Maffei
  • Quando Maria criou Deus, Jürgen Wertheimer e Fernando Miranda
  • Finas Flores: mulheres letristas na canção brasileira, Jorge Marques
  • Amores Desvalidos, Rogério Athayde
  • Escritas do corpo feminino (Org. Maria Teresa Salgado, Cinda Gonda, Cíntia Kütter e Matthews Cirne)

Não perca a oportunidade e adquira já o seu exemplar preferido! 

Disponíveis em todas as plataformas.