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Oficina Raquel, Caraminhoca, Aletria e Jandaíra no Pacaembu

Começa amanhã em São Paulo A Feira do Livro, cinco dias de encontro para editores, livreiros, autores e público leitor. Será ao ar livre, com barracas montadas na Praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu, na região central de São Paulo.

A entrada do evento é 0800. Além do estande coletivo que reúne Oficina Raquel, Caraminhoca, Aletria e Jandaíra, serão outros 62 estandes de editoras.

Segue o mapa do local:

A Feira do Livro receberá o público das 15h às 21h na quarta-feira (08), e das 10h à 21h nos dias seguintes.

Eis a programação completa d’A Feira do Livro:

Quarta, 08/06
17h – Palco da Praça
ZAPI – SLAM – Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, com Roberta Estrela D’Alva
19h – Palco da Praça
Os Livros em Praça Pública (Mia Couto e Lilia Schwarcz)

Quinta, 09/06
10h – Palco da Praça
Lugares de Origem (Ailton Krenak e Yussef Campos)
12h – Palco da Praça
Patrícia Melo
15h – Auditório Armando Nogueira
Desigualdades (Pedro H. Ferreira de Souza e Armínio Fraga)
15h – Palco da Praça
Era Uma Vez na América (Eduardo Neves)
17h – Auditório Armando Nogueira
Crime e Castigo (Rafael Mafei, Flora Thomson DeVeaux e Juliana Borges)
17h – Palco da Praça
Pandemias (Sidney Chalhoub e Fernando Reinach)
19h­ – Palco da Praça
Tudo É Rio (Carla Madeira)
19h – Auditório Armando Nogueira
Otto, 100 (Matinas Suzuki Jr. e Augusto Massi)

Sexta, 10/06
10h – Palco da Praça
Gibis na Praça (Marcelo D’Salete e André Kitagawa)
12h – Palco da Praça
O Corpo e a Palavra (Miriam Alves e Leda Maria Martins)
12h – Auditório Armando Nogueira
Desigualdades (Pedro H. Ferreira de Souza e Armínio Fraga)
15h – Auditório Armando Nogueira
Cartas ao Morcego (Nurit Bensusan)
15h­ – Palco da Praça
Três poetas (Flávia Rocha, Stephanie Borges e Mariana Paz)
17h – Auditório Armando Nogueira
Tempo Quente (Giovana Girardi)
17h – Palco da Praça
Nação Angola (Janaína de Figueiredo e Reginaldo Prandi)
19h – Auditório Armando Nogueira
Prêmio Marielle Franco (Rosane Borges e Carol Trevisan)
19h – Palco da Praça
Cartas a Minha Avó (Djamila Ribeiro)

Sábado, 11/06
10h – Palco da Praça
As Cidades e as Coisas (Preta Ferreira)
12h – Palco da Praça
Essas Damas Batem Bué (Yara Nakahanda Monteiro e Mariana Salomão Carrara)
13h45 – Palco da Praça
Drauzio Varella
15h – Auditório Armando Nogueira
Mário para Entendidos (Eliane Robert Moraes e Alexandre Rabelo)
15h30 – Palco da Praça
A Justiça no Brasil (Walfrido Warde, Fabiana Rodrigues e Raquel Pimenta)
17h – Auditório Armando Nogueira
A Eloquência da Sardinha (Bill François e Rodrigo Leão de Moura)
17h – Palco da Praça
Na Trilha de Darwin (Sofia Nestrovski, Leda Cartum e Pedro Paulo Pimenta)
19h – Palco da Praça
Uma Noite em Porto Alegre (Jeferson Tenório e José Falero)

Domingo, 12/06
10h – Palco da Praça Poesia e Política
(Edson Lopes Cardoso e Oswaldo de Camargo)
12h – Palco da Praça
A Falta (Xico Sá)
15h – Auditório Armando Nogueira
Leituras, Costuras (María Dueñas)
15h – Palco da Praça
Diante do Fascismo (Paulo Roberto Pires, Rodrigo Nunes e Luciana Villas Bôas)
17h – Palco da Praça
Climão de Amor (Renato Noguera e Letrux)
19h – Auditório Armando Nogueira
Do Sonho ao Mito (Sidarta Ribeiro e Hanna Limulja)

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Elas no Ler

A 4ª edição da Ler – Salão do Livro Carioca terá um estande dedicado a elas. É que as editoras Oficina Raquel, Bazar do Tempo e Jandaíra, todas capitaneadas por mulheres, estarão juntas no estande coletivo Elas no Ler. Na programação, estão confirmadas Margareth Dalcolmo, que tem livro publicado pela Bazar; Anna Claudia Ramos, Sônia Rosa, ambas com livros pela Oficina Raquel, e Clarissa Brito, pela Jandaíra.

A ação é um prenúncio do novo posicionamento da editora Oficina Raquel, que quer ser reconhecida pelo seu catálogo voltado à diversidade. A partir de maio, a editora carioca passará a investir mais em livros que jogam luz nas questões étnico-raciais, no universo LGBTQIA+, na condição feminina e nos estudos de gênero, além da realidade das pessoas com deficiência.

Venha conferir os livros com preços especiais, as novidades e as ações exclusivas que preparamos para o evento! Estaremos no Armazém 3, Estande H.

Mulheres fortalecendo mulheres!

Confira a nossa programação de autores da Oficina Raquel na LER

Segunda-Feira 09/05
Jardim Literário 14hAnna Cláudia Ramos, As Histórias que Eu Conto
Oficina do Educador I 14h Juliana Berlim, Ao rés-do-chão: crônicas na escola durante e depois da pandemia

Terça-Feira 10/05
Jardim Literário 11h Sônia Rosa, Literatura Infantil Afro-brasileira
Café do Livro SESC 11h30minCidinha da Silva, Sobreviventes e Guerreiras
Café do Livro SESC 16h30minAnna Claudia Ramos, Literatura para jovens sem tabu

Quarta-Feira 11/05
Café do Livro SESC 17h30minSônia Rosa, Literatura Negro-afetiva
Café do Livro SESC 19h – Alex Castro, Henrique Rodrigues e Raquel Menezes, Caminhos do Escritor

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Oficina no Planetário

O Planetário do Rio em parceria com a editora Oficina Raquel irá lançar a partir de 09/04 (sábado) o Projeto Oficina no Planetário. O projeto é composto por rodas + oficinas de ilustração artística e ocorrerá na área da biblioteca Écio Salles no térreo.

Muito mais do que um espaço da Ciência e de divulgação científica, o Planetário do Rio de Janeiro se firma como um equipamento cultural amplo, de espectro diversificado, no qual se desenvolvem de maneira efetiva e sistemática atividades relativas ao universo do livro.

A Oficina no Planetário acontecerá todo segundo sábado de cada mês, até dezembro, das 10 às 15h. Os eventos terão temáticas variadas, classificação livre e entrada gratuita. Neste sábado -09/04- teremos contação de histórias, o lançamento do livro Mila, a Gata Preta com a presença do autor Marcelo Moutinho e oficina de ilustração com a ilustradora Luciana Nabuco.

Mas não é só isso, as atividades não se repetirão. A cada mês teremos convidados, livros e atividades novas e inéditas!

Como uma editora focada na diversidade, a Oficina Raquel oferece ao grande público uma programação plural e diversa. É uma oportunidade preciosa para unir um passeio a um ponto agradável e arborizado, abrir as portas do mundo da cultura e, de bônus, ter a oportunidade de passear por um universo de conhecimento e diversão.

Não perca este passeio ao redor do universo dos livros, traga a sua família inteira para desfrutar de um dia agradável.

O Planetário da Gávea fica na rua Vice-Governador Rúbens Berardo, 100 – Gávea, Rio de Janeiro.

Oficina Raquel
Mais que livros, diversidade

 

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A (difícil) arte de traduzir

No dia 2 de fevereiro de 22 completa-se uma centena de anos que um dos romances mais intraduzíveis da humanidade foi editado: Ulisses, de James Joyce.

Mas aí nos perguntamos: a tradução não é o ato de pegar uma palavra de outra língua, abrir um dicionário – ou acessar seu conhecimento prévio – e coloca-la em nosso idioma?! A questão é um pouquinho mais profunda.

Toda língua carrega em si ideias, sentimentos, vivências e sentidos que, muitas vezes, demandam uma experiência de mundo específica. Sabemos que existem experiências universais e sentimentos comuns à humanidade em geral, mas tente traduzir uma gíria, por exemplo, para outro idioma.

Aqui entra o ofício do tradutor. Falo em ofício, mais que profissão, pois o profissional da tradução está para a palavra como um ourives está para uma joia complexa e intrincada que, mais que um “passador” de palavras, traduz ideias e emoções e, se nos deparamos com algo que parece intraduzível como Joyce, esse profissional vai adaptar ao nosso entendimento esse discurso.

Um bom tradutor é capaz de:

  • transformar conceitos no idioma de origem em conceitos equivalentes no idioma de destino.
  • coletar informações, como termos usados em contextos diversos, em glossários e termos necessários para serem usados em traduções.
  • transmitir estilo e o tom da língua original.
  • fornecer mensagens faladas precisas, rápidas e claras.

O tradutor é, antes de tudo, aquela pessoa humildemente invisível, que transfigura a própria voz na voz do autor e se anula diante da escrita. Quer ver um exemplo? Peça a uma pessoa que não trabalhe no mercado do livro e não seja um entusiasta, para enumerar ao menos 3 tradutores. Garanto que a resposta será um tanto complicada. E, no fim das contas, quando isso acontece, temos a certeza de que o trabalho foi bem cumprido.

Conta pra gente, qual o livro traduzido que você mais gostou de ler?

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Sônia Rosa: uma autora de afetos e representatividade

A escritora Sônia Rosa atua na área de literatura negro-afetiva voltada para crianças e jovens e está lançando o seu primeiro livro na Oficina Raquel: Chama o sol, Matias! Sônia é uma apaixonada pela educação, trabalhou como professora e orientadora educacional na Secretaria Municipal de Educação do Município do Rio de Janeiro. É pedagoga e contadora de histórias.

Você pode ir para a página do livro clicando aqui.

Como se deu a transição da Sônia Rosa leitora para a Sônia Rosa escritora? Em que momento surgiu na sua vida o desejo de tornar a escrita uma profissão?

Primeiramente quero falar da minha alegria em chegar à Oficina da Raquel esta editora tão simpática e potente.
Esta é uma longa história, que se entrelaça com o desejo de me tornar escritora. Na verdade, nunca imaginei me tornar uma escritora. Este sonho não fez parte da minha infância, já que “ser escritora” era algo absolutamente fora das minhas perspectivas dentro da ambiência daquele momento histórico familiar do “meu eu criança”, onde não havia livros em casa. Por outro lado, me apaixonei pela palavra dita, falada, cantada, recitada, em verso e em prosa. Minha mãe contava histórias, adivinhas, provérbios, travalínguas…
Essa foi a formação que me transformou em “amiga das palavras” e me levou a contar histórias, ser uma leitora e em seguida me impulsionou a fazer poesias. Na adolescência, tinha meus diários, contava ali os meus segredos… e também fazia muitas poesias. Mas o que queria mesmo era ser professora. Sonho desejado e realizado! E juntando todas essas pontas (facilidade de escrita, gostar de contar histórias, ler muito e ser professora de crianças), surgiu o desejo de inventar histórias infantis para meus alunos. Sempre pegava livros na biblioteca e contava para eles. Um dia, resolvi inventar as minhas próprias histórias. Foi assim que inventei minha primeira história para crianças, O Menino Nito. Isso aconteceu em 1988, mas só publiquei em 1995. O desejo de ter uma publicação passou a ser um pensamento que acompanhava os meus dias e as minhas noites e que só aumentava com o tempo. Não foi fácil. Mas realizei esse sonho…

Sônia, conta como se deu a sua decisão por fazer uma literatura em que a representatividade de personagens afro-brasileiros é traço constante.

Foi realmente natural para mim. Como diz o Cuti, escritor e professor, trata se de “uma inconsciência negra de escrever”. Sou uma mulher negra nascida em uma comunidade carioca (Parque Proletário da Gávea, que hoje não existe mais). A minha vida foi marcada por uma lógica negra de existir e de conviver. Esta marca, entendi desde o inicio de minha carreira, precisava estar presente em minhas obras. Meus personagens são tais quais meus irmãos, primos, vizinhos, alunos. Esta percepção da força da escolha em ter personagens negros em situação de protagonismo dentro dos meus livros, foi se configurando cada vez mais no meu entendimento, nos meus estudos, na minha trajetória como escritora e acadêmica. Hoje sou Mestre em Relações Étnicos Raciais. No começo, repito, foi espontânea e natural essa opção por ter personagem negro em meus livros. Mas depois, ao longo dos anos, fui entendendo cada vez mais a força desse escolha pelo fortalecimento dessas identidades negras nos livros que faço. A lei educacional 10639/03 veio ao encontro das minhas indagações…e me ajudou muito nesta caminhada como escritora e educadora.

A partir da pergunta anterior, surge uma pergunta evidente: como se equilibrar no fio da navalha, de modo que, apesar de fazer uma literatura preocupada com questões sociais, ela não caia no panfletarismo?

Não tenho medo do fio da navalha… escrevo com coerência, com verdade, pautada na experiência e no meu lugar no mundo. Sou uma mulher negra e não “me tornei negra” porque me tornei escritora. De jeito nenhum. Conceição Evaristo nos apresenta o conceito de escrevivências, que, grosso modo, é escrever sobre o vivido, o sentido. São aquelas outras histórias que não chegavam aos livros em formato de literatura. Histórias negras escritas por negros, experiências ricas de convivências, amor, dor, alegrias, estratégias de sobrevivência, solidariedade, infâncias, criatividade… Muitas dessas experiências servem de referências para os leitores. Para os negros, uma identificação. Para os não negros, uma possiblidade de ampliação de mundo e possiblidade de refletir sobre o racismo. Escrevo histórias da minha família. Compartilho as partidas, as chegadas, os afetos e os desafetos.

Como você vê a literatura para crianças e jovens no Brasil de hoje? O que mudou de sua estreia pra cá?

A gente teve uma mudança grande, uma mexida significativa no mercado editorial com o advento da 10639/03. Muitas editoras resolveram protagonizar os personagens negros, dando-lhes, nomes, famílias e dignidade. Mas é preciso apontar aqui que alguns equívocos aconteceram por conta desse desejo de colocar personagens negros por si só, sem ter uma fundamentação séria e comprometida com a verdade dos fatos….
Mas estamos no caminho…O aprendizado “do mundo dos livros” tem repercutido nas publicações, com qualidade, de uma literatura dita negra, afro brasileira, africana, voltada para o público infantil com boas entradas nas escolas brasileiras, o que legitima uma literatura antirracista com positivos resultados.
Importante ressaltar que as cotas, as ações afirmativas , tiveram um impacto interessante na Academia, que por sua vez, influenciou as escolas e a sociedade civil.
Não podemos desconsiderar que o impacto da pandemia da Covid 19, que nos deixou dentro de nossas casas, contribuiu muito para a discussão do racismo em nosso pais. Os tristes episódios de George Floyd, do menino Miguel e de Carlos Alberto, foram adentrando pelas casas, via internet e telas das televisões brasileiras. Esses casos públicos de racismo repercutiram de forma intensa e contribuíram para “o pensar crítico” da sociedade brasileira, no que tange ao racismo estrutural que nos define como nação, infelizmente.
Para o desamor, muito amor. Por isso escrevo “literatura negro afetiva”: para que esta tenha um impacto positivo nas relações raciais brasileiras e na formação das infâncias brasileiras. Nos meus livros, tenho a pretensão, de que eles atuem numa perspectiva de uma literatura antirracista para que alcancemos aquela sociedade que sonhamos onde o respeito as diferenças seja uma realidade.

Você está lançando o livro “Chama o Sol, Matias!” pela Editora Oficina Raquel. Fala um pouco dele pra gente e quais suas expectativas sobre a obra.

O Matias é um menino lindo, criativo, encantador, leitor e muito amado. Havia prometido uma história para ele. Mas queria que ela acontecesse primeiro no meu coração. Em 2020, no comecinho do ano, antes da pandemia, fiz uma viagem para Fortaleza com meu marido. Acordamos animados para ir à praia, mas o sol se escondeu entre as nuvens. Ficamos frustrados… Mas logo avistamos um pontinho azul no céu que foi se abrindo de mansinho e logo apareceu um sol lindo e irradiante… Fomos à praia felizes da vida. Era uma experiencia lúdica que valia a pena escrever e colocar o Matias como personagem principal. E assim fiz. Foi desse jeito que nasceu a história a do Matias, que considero um abraço em formato de livro. Palavras são presentes!
Estou muito feliz em publicar pela Oficina Raquel, uma editora na qual estou de olho há muito tempo. Fazer livro exige delicadeza, competência, sensibilidade e respeito aos artistas envolvidos no processo editorial. A Oficina Raquel tem todos esses ingredientes e estou muito animada com este livro. Desejo que seja um sucesso e corra mundo…

Por fim, deixe uma mensagem para os leitores do nosso blog.

Desejo que pais e professores leiam para as crianças sempre que puderem. Ofereça livros que tenha diversidade de temas e de personagens. A leitura alimenta as ideias e os livros formam mentalidades…Não esqueçam: contar histórias é um ato de amor. Ah… e não deixem de ler Chama o sol, Matias!

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Salão do Livro Político e Feira do Livro da UFPR

            A Oficina Raquel está sempre presente nos principais eventos online. Dessa vez não será diferente, estaremos em 2 grandes eventos: o VI Salão do Livro Político e a 40ª Semana Literária e XIX Feira do Livro UFPR.

            Em tempos pandêmicos em que vivemos, essa é uma boa opção para resguardar os nossos leitores e, ao mesmo tempo, continuar em atividade literária intensa em quanto não “voltamos à normalidade”.

            No início do ano, entre os dias 19 e 23 de abril, a Oficina Raquel promoveu o evento Rio que Lê, Foram 5 dias com o intuito debater e traçar planos para formar uma nova geração de leitores no país. O foi voltado à formação continuada de professores, educadores, agentes de leitura, bibliotecários e outros profissionais que batalham no dia a dia para que nossas crianças, jovens e adultos adquiram o gosto e o hábito pela leitura.

Ainda teremos muitos desdobramentos do Rio que Lê.

            O VI Salão do Livro Político acontecerá entre os dias 24/09 e 03/10, trazendo a nata das obras voltadas ao pensamento político. A Oficina Raquel preparou uma seleção de livros com 20% de desconto através do cupom VISALAO:

  • 2016, O Ano do Golpe;
  • Ato Poético – Poemas pela Democracia;
  • Brasil em Transe: bolsonarismo, nova direita e desdemocratização;
  • Lugar de Mulher – Feminismo e política no Brasil;
  • Manifestações no Brasil – As ruas em disputa;
  • Sem Título – uma performance contra Sérgio Moro;
  • Cidade Feminista – A luta pelo espaço em um mundo desenhado por homens;
  • Cultura de Paz;
  • Mulher, Empoderamento e Legado;
  • Nas Trincheiras da América Latina – Lutas pelo passado, política de memória e justiça de transição no sul da Europa e na América do Sul.

A 40ª Semana Literária e XIX Feira do Livro UFPR acontecerá de 28/09 a 01/10, sob o tema “Literatura: porque outro mundo é possível”. Durante essa semana literária, a Oficina Raquel dará 20% de desconto em seu catálogo através do cupom OFICINAUFPR20. Lembrando que o desconto não é acumulativo com outros cupons.

**Lembramos que o cupom só estará funcionando nos dias do evento.**

            Acompanhe as nossas redes sociais para ficar por dentro das novidades.

Estamos no Instagram @oficinaeditora e no facebook Editora Oficina Raquel.

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Cem anos de Paulo Freire – Uma homenagem

 No ano em que é comemorado o centenário de Paulo Freire, é importante celebrar a atualidade e a presença incontornável de seu pensamento nos rumos da Educação.  Por isso, a Editora Oficina Raquel convida você, professor/professora, a nos ajudar a homenageá-lo.

Envie seu ensaio ou relato de experiência acerca da obra do grande educador. Nosso objetivo é reunir os melhores textos em livro, a ser publicado ainda em 2021. A publicação tenciona não apenas tornar significativo o pensamento freiriano para a contemporaneidade, mas também oportunizar aos profissionais da Educação uma publicação de referência que os ajude a ressignificar práticas escolares a partir das concepções de Freire. Serão aceitos textos advindos de autores/as atuantes em quaisquer segmentos da Educação Básica e vinculados/as às mais variadas disciplinas ou áreas de Ensino.  As contribuições podem ser enviadas por profissionais do Brasil ou de outros países, desde que escritas em Língua Portuguesa.

Em 2012, Paulo Freire passou a ser reconhecido oficialmente como patrono da educação brasileira, a partir da lei nº 12.612. No entanto, observa-se, na história recente de seu próprio país de nascimento, que a memória do autor vem sofrendo diversos ataques de setores tradicionalistas que tentam deslegitimar seu legado. Segundo alguns especialistas, tal fato pode ser atribuído ao desconhecimento ou leitura superficial de sua obra e também, especialmente, ao temor causado por seu impacto na construção de uma educação cada vez mais comprometida com a justiça, a defesa do meio ambiente e a liberdade de expressão.  A despeito disso, segundo estudos apresentados na última edição da ANPED (2020), na América Latina existem, atualmente, 24 cátedras, 7 institutos, 1 universidade e 52 Grupos e Redes de Pesquisa, sendo, no Brasil, 1 Instituto, 10 cátedras e 46 grupos e Redes de pesquisa sobre o autor e sua obra. Tais dados atestam a forte presença de Paulo Freire não só como objeto de estudo, mas também como norteador de um pensamento e prática pedagógicos, que se estendem para além de seu tempo.

 Pensando na força dessa presença de Paulo Freire, sobretudo nesses tempos tão desafiadores, a Editora Oficina Raquel propõe a publicação de uma coletânea de textos em homenagem ao centenário do educador. A obra a ser produzida será fruto de uma escrita coletiva, a partir do convite a educadores, assumidamente comprometidos e identificados com a contribuição do autor, dispostos a partilhar suas ideias e inspirações, pautadas pelo legado Freireano e evidenciadas em suas práticas cotidianas.  Trazer a presença de Paulo Freire no fazer e na escrita de educadores deste tempo, reafirma a força viva de seu pensamento, não para reproduzir fielmente suas ideias, mas, assim como ele mesmo preferia, para ressignificá-las, tomando-as para si, num gesto criativo e potente que faz ecoar seu legado, traduzindo a essência da leitura de mundo, que precede a leitura da palavra.

Convite aos educadores

 A ideia de produzir uma obra, escrita a várias mãos, reunindo visões e sentimentos de educadores que, por convicção e opção pedagógica, caminham em sintonia com uma Pedagogia Freireana tem como propósito favorecer o diálogo em suas múltiplas possibilidades (dos autores dos textos com o autor homenageado, dos autores entre si e dos leitores com a obra), materializando na coletânea de textos a serem escritos, a homenagem ao homem centenário, educador a frente e para além de seu tempo, que se por aqui ainda estivesse, certamente muito teria a nos dizer sobre tudo o que estamos vivendo, provocando novas reflexões e fazeres.  Por isso, o convite para integrar essa obra parte do desejo de ouvir diferentes vozes que, de algum modo, e em algum momento de suas trajetórias pessoais e profissionais, foram atravessadas pelo pensamento do autor e, provavelmente, dele têm se utilizado, como bússola, para enfrentar a tempestade sem perder o rumo e construir, com esperança otimista, novos cenários .  O que a obra de Paulo Freire tem a nos dizer, especialmente neste momento da educação no Brasil e no mundo? Como Freire se faz/fez presente em minha ação/trajetória? Que conceitos freireanos são /foram chaves importantes para nortear minhas opções como educador/educadora?  Estas são algumas das questões que podem conduzir as narrativas. Fica aqui reafirmado o convite!

Organização do projeto

O projeto é realizado pela Oficina Raquel com curadoria de Simone Monteiro 

 Mestre em Educação (PUC-RJ), pedagoga, especialista em Alfabetização (UFRJ) e em Midia, Tecnologias da Informação e Práticas Educacionais (PUC-RJ). Professora da Rede Pública Municipal de Ensino do Rio de Janeiro desde 1985.  Atualmente é Assessora de Articulação Pedagógica na MULTIRIO, empresa pública municipal de multimeios em educação da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, vinculada à Secretaria Municipal de Educação

Cronograma

 – 10 de junho de 2021: lançamento do formulário de inscrição;

– 10 de junho a 30 de agosto: envio dos textos;  Prorrogado para 15 de setembro.

– até 30 de setembro: análise dos textos recebidos;  Prorrogado para 15 de outubro.

– 10 de setembro: devolutiva aos autores; Prorrogado para 30 de outubro.

 

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Entrevistando a Sexpert Francesa Maïa Mauzarette

A sexpert Maïa Mauzarette é colunista do jornal Le Monde e sua coluna é a mais lida do jornal. A Oficina Raquel traz uma coletânea inédita das suas melhores colunas ao Brasil.

Oficina Raquel: Como você avalia a recepção da sua coluna? Sabemos que este é uma das mais lidas. Mas você acha que as pessoas estão colocando em prática seus conceitos pré-sexuais construídos décadas atrás?

Maïa Mauzarette: É uma questão difícil: eu não posso (felizmente!) espionar o que as pessoas fazem em sua vida privada (tenho certa ideia de suas práticas em geral, a partir de estatísticas, mas não tenho ainda dados que revelem o impacto de minhas crônicas – o que seria, sem dúvida, divertido). Enquanto espero que eu consiga me teletransportar para o quarto de meus leitores e minhas leitoras, continuo humilde: as representações ligadas à sexualidade são milenares, necessariamente leva tempo para modificá-las. A contracepção data de apenas duas gerações atrás: mesmo que seja apenas para colocar a questão da sexualidade como lazer, tudo é muito novo. Fico às vezes frustrada, é claro, pois eu desejaria que as pessoas que estão entediadas, ou que acham que já tentaram de tudo, se questionassem. Mas também sei, porque recebo muitos e-mails, que as pessoas experimentam e renegociam após minhas crônicas: não uma em particular, mas seu acúmulo, semana após semana. E fico muito orgulhosa disso.

OR: Durante o processo de tradução e revisão do seu livro, tivemos muitas discussões interessantes e divertidas (muitas vezes online devido à pandemia). O propósito dessas colunas é fazer o leitor pensar levemente sobre as muitas possibilidades quando se trata de sexo?

MM: É claro ! E funciona. Sei que defendo um ponto de vista minoritário (sou especialista em sexo, não é uma expertise muito comum, e me definiria como muito reservada em relação à monogamia, e francamente queer em minhas utopias) … mas jamais procuro convencer . O que me interessa é a inteligência de leitores e leitoras – que fazem a segunda metade do trabalho, aquela que consiste em se posicionar em relação aos fatos e ideias que lhes ofereço. Eu não acho que estou “certa”. Em sexualidade, de qualquer maneira, o que isso significaria? Por outro lado, acho que proponho uma grade de leitura coerente do mundo (e isso já não é ruim) – uma grade sobretudo alegre e inventiva. Também gosto muito de abrir horizontes, abordar a sexualidade como cultura e não apenas como prática, como algo político e não apenas pessoal… Pode ser arrogante, mas acredito que meu trabalho seja útil. (Na pior das hipóteses, diverte o leitor!)

OR: Como você acha que está indo a vida sexual das pessoas durante o isolamento social e a pandemia?

MM: Na França, é muito equilibrado: um terço das pessoas está bem, um terço está infeliz, um terço não mudou seus hábitos. Também é irritante para mim porque nenhuma linha clara se delineia. Por outro lado, o que é interessante é o aumento das desigualdades: casais que já estavam bem estão se saindo melhor, casais que estavam mal estão piorando ainda mais. Solteiros aventureiros continuam suas aventuras, solteiros conservadores não encontram ninguém. A crise funciona como um indicador. Mas ficarei muito feliz quando sairmos disso.

OR: Você gostaria de mandar uma mensagem para o leitor brasileiro?

MM: Acima de tudo, gostaria de enviar-lhes minha compaixão: na França, acompanhamos muito as notícias do Brasil diante da pandemia. Não podemos (ainda) nos aproximar e segurar a mão de vocês, e sei que as minhas palavras não pesam, mas pelo menos: não somos indiferentes.

Confira o livro da Maïa através desse link: https://www.oficinaraquel.com.br/livro/o-sexo-segundo-maia-alem-das-ideias-aceitas/

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Por que mentir?

Tudo é mentira nesse livro: não só os contos, mas os elogios da contracapa e o texto das orelhas, o prefácio e o posfácio, tudo, enfim.

Se esse exemplar na sua mão tiver uma dedicatória escrita por mim, ela também é mentira. (Toda dedicatória que escrevo é sempre mentirosa: um microconto que invento na hora e escrevo ao vivo. Somente o nome da recipiente é real.)

Mas por que mentir? Por que escrever dedicatórias apócrifas, orelhas fajutas, biografias falsas? Por que tanto desrespeito à pessoa que está lendo? Por que perder tempo em brincadeiras bobas? Por quê? Para quê? Ou, mais fundamentalmente, no meio de uma pandemia global, para quê escrever ficção?

Vivemos a Era da Mentira.

Hoje, temos na presidência do Brasil e dos Estados Unidos dois homens eleitos na base de notícias falsas.

Por outro lado, essas notícias falsas se tornaram um problema justamente porque as pessoas estão tão céticas que, em seu ceticismo crédulo, acreditam ingenuamente em qualquer teoria alternativa dos fatos.

Um dos grandes paradoxos dos tempos atuais é que foram exatamente as pessoas mais céticas e cínicas que se tornaram as maiores crédulas e ingênuas. (Antes da pandemia, que roteirista teria incluído em seus filmes uma comunidade de “negacionistas do apocalipse zumbi”?)

Todos os dias, nas redes e aplicativos, somos bombardeadas por uma saraivada de mentiras, mas não apenas mentiras: mentiras que batem retumbantemente no peito para se proclamar verdades, mentiras orgulhosas de serem as únicas verdades, mentiras que insistem representar a verdadeira verdade.

Nesse mundo, o que pode ser mais subversivo do que uma mentira que se afirma mentira? Nesse contexto, o que pode ser mais revolucionário do que uma mentira que se gaba de ser mentira?

Sou bacharel em História. Fui treinado para pesquisar e investigar, descobrindo assim a verdade sobre os fatos do passado.

Sou escritor de ficção. Passei a vida inteira inventando histórias que nunca aconteceram com pessoas que nunca existiram.

A verdade está no centro do meu trabalho, seja para buscá-la ou evitá-la. Tudo o que faço profissionalmente diz sempre respeito à verdade, seja reflexão ou discurso, ataque ou defesa, repudiação ou fuga.

Chamamos ficção de ficção porque não queremos chamá-la por seu nome verdadeiro. Ficção é mentira. Um livro de contos é um livro de mentiras. Mais importante, é um livro de mentiras que nunca te engana sobre o fato de ser um livro de mentiras.

A leitora distraída, se abrisse esse livro na livraria e lesse somente uma orelha, talvez até se deixasse enganar.

Mas bastaria ler a outra orelha para detectar a discrepância e sentir o estranhamento. Afinal, ambas se contradizem e se anulam.

Talvez pensasse que ou uma orelha ou a outra teria necessariamente que ser mentira.

Talvez se desse conta que poderiam as duas ser mentira.

Talvez (quem sabe!) pecebesse até mesmo que toda orelha de todo livro é sempre mentira.

Afinal, o que é uma orelha de livro senão uma narrativa ficcional para criar uma persona vendável ou prestigiosa para a pessoa autora? (Com ou sem foto? Foto de rosto ou de corpo inteiro? Foto na praia ou na biblioteca? Melhor citar os títulos acadêmicos ou os títulos dos livros publicados? As esposas ou os filhos? As viagens ou as falências?)

Se as orelhas são mentira, o que dizer então dos prefácios e dos posfácios? Dos elogios da contracapa e dos agradecimentos finais?

E não só desse livro, mas de todos os outros que já li, pensaria a hipotética leitora: esses livros em quem tanto confiei.

Ou, talvez, distraída e desinteressada, simplesmente colocasse o livro de volta na mesa e fosse comprar um Moleskine.

***

Um editor se recusou a publicar esse livro (chamado Mentiras Reunidas, vamos lembrar) por causa do excesso de mentiras.

O livro é de ficção, respondi.

Ora, nas orelhas, na biografia, nos elogios da contracapa não pode.

Mas por quê? Se o livro é ficção, por que não ser tudo ficção?

A verdade é que é tudo mentira.

A mentira é que nada é verdade.

Alex Castro,
Copacabana, 6 de janeiro de 2021

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Alex Castro (1971-2021) não teve filhos.

Foi melhor amigo de: Dolly (1978-89), Júnior (1990-92), Átila (1993-2002), Oliver (c.2001-14) e Capitu (2014-21).

Amou e foi amado por: Diane (2001-04), Liloló (2005-10), Vívian (2010-12), Outra Significativa (2012-15), Carolina (2015-18) e Marina (2018-21).

Escreveu: Mulher de um homem só (2009), Onde perdemos tudo (2011), Outrofobia (2015), Atenção. (2019) e Prisões (2021, póstumo).
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Oficina do livro na Flip

Com a crise estabelecida pelo novo coronavírus e a necessidade real de distanciamento social, os grandes eventos literários sentiram-se impelidos a migrar para a internet. Com a Flip não foi diferente, se antes Paraty era o território que desde 2003 a abriga, no contexto da pandemia ele incorpora uma dimensão virtual importante.

Nesse contexto de Flip Virtual, a Oficina Raquel apresenta a Oficina do Livro. Com a curadoria de Leonardo Neto, editor-chefe da Publishnews e autor do livro 100 nomes da Edição no Brasil e de nossa editora Raquel Menezes, Oficina do Livro falará do mercado editorial para o público em geral. As mesas do evento serão realizadas virtualmente nos dias 08 e 09 de fevereiro através das redes sociais da Flip, como Youtube e Facebook.

A Oficina do livro tem apoio do Escritório do Livro da Embaixada da França no Brasil e da MVB (Metabooks).

8/fev

14h Jornalismo literário
Maria Fernanda Rodrigues

Taty Leite

Richard Gaitet 

Mediação: Leonardo Neto

16h Agenciamento literário: os bastidores da aquisição de direitos autorais
Luciana Villas-Boas

Cassiano Elek Machado

Barbara Edun

Mediação: Leonardo Neto


18h Livros pra ter, Livros pra ler: o livro como um objeto de desejo
Daniel Lameira

Cecilia Arbolave

Esther Szac 

Mediação: Raquel Menezes


 9 /fev
14h O livro nas ruas: as livrarias ocupam as cidades
Rui Campos

Monica Carvalho

Anaïs Massola

Mediação: Leonardo Neto


16h Como os quadrinhos leem o mundo
Maria Clara Carneiro

Aline Zouvi

Fabien Toulmé (a confirmar)

Mediação: Leonardo Neto

18h Criação: do original ao livro pronto
Felipe Castilho

Vagner Amaro

Raquel Matsushita

Mediação: Raquel Menezes