Há uma lápide com o seu nome

(2 avaliações de clientes)

R$49,00

Autor: Camilla Canuto
ISBN: 9786586280708
Edição: 1
Lançamento: 07.06.2021
Peso: 100.0g
Dimensões: 140.0 x 210.0 x 7.0 mm
Páginas: 108

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Descrição

Em seu romance de estreia, a escritora sergipana Camilla Canuto, de 26 anos, questiona o papel da mulher ao mesmo tempo que narra a rotina de uma família marcada pela incomunicabilidade. Uma série de eventos interconectados, que acontecem sem nem sempre nos darmos conta ou os termos escolhido inteiramente – assim pode ser o contínuo da vida,
especialmente àqueles impedidos de viver em sua máxima potência, livremente. Assim é, ao menos, para Adelaide, uma mulher cotidianamente cerceada pelo marido e incompreendida pela filha, e uma das personagens centrais do livro Há uma lápide com o seu nome.  Neste romance conciso e arrebatador, acompanhamos o desenrolar do dia a dia de uma família – notando os excessos e faltas do pai, a amargura da mãe, o ressentimento da filha –, em um ambiente de constrição constante, que resulta em vidas sem espaço para o contentamento. É neste farfalhar das cortinas da intimidade que a
sergipana Camilla Canuto lança seu livro de estreia, que sai agora pela editora Oficina Raquel.
Aos 26 anos, Canuto costura uma história delicada, comovente e repleta de episódios que povoam as realidades familiares, sem retratá-las como lugares-comuns.
Adelaide, mãe de Alice e esposa de João, papéis que parecem consumi-la por completo, ocupa um lugar comumente direcionado às mulheres no espaço familiar: o de resignação, apagamento, renúncia e, não raro, violências. E, já no início da obra, compreendemos o acontecimento que junta o destino desses três personagens: uma gravidez indesejada. Antes de completar quinze anos de idade, Adelaide revela a João que está à espera de um filho seu; já nas primeiras linhas do romance, damo-nos conta de que João não deseja que a criança venha ao mundo, mas, a despeito de tudo, nasce Alice. Cresce em meio a uma configuração familiar em que impera não o amor, mas sim a negação das singularidades da mãe, as ausências e exigências do pai, um sujeito violento, e as mágoas próprias de Alice, causadas pela sensação de não ser apreciada pela mãe. De sua parte, Adelaide não raro expõe o vazio da própria existência – apesar de, ainda assim, preparar todos os dias a comida do marido, passar suas roupas, manter a limpeza da casa e efetuar as mais variadas tarefas domésticas. Sentindo-se culpada pela infelicidade da mãe, Alice vai se tornando cada vez mais ressentida, calada e alheia, parecendo encontrar apenas no companheiro, Júlio César, afeto e alegria.
Em uma narrativa emocionante e permeada de pequenos segredos, Canuto constrói uma obra que perpassa passagens marcantes da vida dos personagens que conduzem o livro, dando ênfase à solidão de Adelaide, sua desumanização e descontentamento. Ademais, por meio de um narrador atento aos fatos, Canuto descortina dinâmicas familiares dolorosas, que reforçam o papel social das mulheres e que as impedem de, tantas vezes, viverem suas vidas plenamente. Nesse ambiente claustrofóbico, de silêncios e incomunicabilidade, mãe e filha se desencontram, sem a possibilidade
de criarem uma relação contundente. No avançar do livro, vê-se que Canuto cultiva a habilidade de (ao contrário de seus personagens) comunicar questões retumbantes de maneira íntima, em um texto pungente, coeso e marcado pela honestidade. Dessa maneira, ao observar o desenrolar da história, o leitor tem a chance de escutar as advertências silenciosas dos personagens, que parecem sempre à espera de recuperar a própria vida, para então existir totalmente. Em Há uma lápide com o seu nome, tudo está por sobre a mesa, e, ainda assim, corre-se o risco de alguém se acidentar.

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Sobre o autor
Camilla Canuto é uma escritora sergipana nascida em maio de 1995. Graduada em Direito pela Universidade Federal de Sergipe, atuou por alguns anos no mercado jurídico antes de ingressar na Literatura, disciplina que estuda atualmente na Pós-Graduação da Mackenzie. Há uma lápide com o seu nome é o seu livro de estreia.

 

Informação adicional

Peso 100.0 g
Autor

2 avaliações para Há uma lápide com o seu nome

  1. Vitor Fontes

    O livro te leva a um passeio pela realidade de Aracaju nos anos 80/90 enquanto narra, de forma crua e envolvente, a vida de uma mulher que poderia ser a de tantas outras.
    Dar voz a mulheres como Adelaide, na obra de estreia de Camilla Canuto, é o que faz a Editora Oficina Raquel uma ferramenta fundamental na transformação da sociedade hoje.
    Vale muito a pena ler Há uma lápide com o seu nome.

  2. Tayná Fontes

    Eu terminei esse livro com um sorrisinho. Parecia que eu conhecia de vista as personagens e fiquei feliz por Camilla escrever algo sobre elas. São tantas mulheres em Adelaide e tantas outras em Alice. A escrita é envolvente, me senti como uma vizinha delas, que pouco sabia e agora descobri. – admirei, estranhei, senti pena, orgulho, me senti nelas, conhecia elas e sorri – Esse livro conseguiu transformar algo comum, em genuíno. Adelaide virou livro.
    Já na espera do próximo. Um beijo!

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