PRÉ-VENDA

Mentiras reunidas

R$195,00

Autor: Alex Castro
ISBN: 9786586280623
Edição: 1
Lançamento: 31.05.2021
Peso: 100.0g
Dimensões: 210.0 x 140.0 x 30.0 mm

 

Disponível por encomenda

REF: 9786586280623 Categorias: , ,

Descrição

Mentiras reunidas, novo lançamento da Editora Oficina Raquel, reúne toda ficção publicada de Alex Castro: o romance Mulher de um homem só, os contos de Onde perdemos tudo e mais doze narrativas inéditas.

O livro, em formato capa dura, com direito a bookbag exclusivo, dois marcadores de página e dedicatória apócrifa, está disponível para compra SOMENTE na pré-venda, somente no site da Editora Oficina Raquel, até 15 de abril. Depois da pré-venda, ele não será reimpresso nem distribuído em livrarias.

Cinco dos doze contos inéditos são exclusivos da versão capa dura e não estarão incluídos nas versões brochura, ebook e áudiolivro, a serem lançadas no final de 2021.

* * *

Comprando Mentiras reunidas na versão capa dura, você ganha:

1 bookbag EXCLUSIVO: só estará disponível para quem comprar o capa dura, não será vendido separadamente, não será produzido no futuro;

5 contos inéditos e EXCLUSIVOS da versão capa dura: não estarão nas outras versões (brochura, ebook, audiolivro) que serão lançadas no final do ano;

1 dedicatória, apócrifa e ficcional, inventada na hora, exclusiva para você;

2 marcadores de página.

O livro começará a ser enviado a partir de 10 de junho de 2021.

* * *

Índice

Porque mentir

Primeiras mentiras

Mulher de um homem só

Onde perdemos tudo

A morte do meu cachorro
De portas abertas
Onde perdemos tudo
Quando morrem os pêssegos
A falta que nos fazem os figos

Depois da festa junina, em volta da fogueira (inéditos)

Moça de sorte (exclusivo capa dura)
Não adianta morrer (exclusivo capa dura)
Uma questão de fé
A surdez do meu avô (exclusivo capa dura)
A menina do copo d’água (exclusivo capa dura)
Te espero no açougue
Às vezes, morro
Sangue e morte na noite de Natal (exclusivo capa dura)

Mentiras avulsas (inéditos)

Como nos velhos tempos
Grandezas de candura
Uma cigarrilha apagada
A cachorra atropelada

Títulos sem contos
Últimas mentiras
Biografia do autor
Mecenato

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Porque mentir

Tudo é mentira nesse livro: não só os contos, mas os elogios da contracapa e o texto das orelhas, o prefácio e o posfácio, tudo, enfim.

Se esse exemplar na sua mão tiver uma dedicatória escrita por mim, ela também é mentira. (Toda dedicatória que escrevo é sempre mentirosa: um microconto que invento na hora e escrevo ao vivo. Somente o nome da recipiente é real.)

Mas por que mentir? Por que escrever dedicatórias apócrifas, orelhas fajutas, biografias falsas? Por que tanto desrespeito à pessoa que está lendo? Por que perder tempo em brincadeiras bobas? Por quê? Para quê? Ou, mais fundamentalmente, no meio de uma pandemia global, para quê escrever ficção?

* * *

Vivemos a Era da Mentira.

Hoje, temos na presidência do Brasil e dos Estados Unidos dois homens eleitos na base de notícias falsas.

Por outro lado, essas notícias falsas se tornaram um problema justamente porque as pessoas estão tão céticas que, em seu ceticismo crédulo, acreditam ingenuamente em qualquer teoria alternativa dos fatos.

Um dos grandes paradoxos dos tempos atuais é que foram exatamente as pessoas mais céticas e cínicas que se tornaram as maiores crédulas e ingênuas. (Antes da pandemia, que roteirista teria incluído em seus filmes uma comunidade de “negacionistas do apocalipse zumbi”?)

Todos os dias, nas redes e aplicativos, somos bombardeadas por uma saraivada de mentiras, mas não apenas mentiras: mentiras que batem retumbantemente no peito para se proclamar verdades, mentiras orgulhosas de serem as únicas verdades, mentiras que insistem representar a verdadeira verdade.

Nesse mundo, o que pode ser mais subversivo do que uma mentira que se afirma mentira? Nesse contexto, o que pode ser mais revolucionário do que uma mentira que se gaba de ser mentira?

* * *

Sou bacharel em História. Fui treinado para pesquisar e investigar, descobrindo assim a verdade sobre os fatos do passado.

Sou escritor de ficção. Passei a vida inteira inventando histórias que nunca aconteceram com pessoas que nunca existiram.

A verdade está no centro do meu trabalho, seja para buscá-la ou evitá-la. Tudo o que faço profissionalmente diz sempre respeito à verdade, seja reflexão ou discurso, ataque ou defesa, repudiação ou fuga.

Chamamos ficção de ficção porque não queremos chamá-la por seu nome verdadeiro. Ficção é mentira. Um livro de contos é um livro de mentiras. Mais importante, é um livro de mentiras que nunca te engana sobre o fato de ser um livro de mentiras.

* * *

A leitora distraída, se abrisse esse livro na livraria e lesse somente uma orelha, talvez até se deixasse enganar.

Mas bastaria ler a outra orelha para detectar a discrepância e sentir o estranhamento. Afinal, ambas se contradizem e se anulam.

Talvez pensasse que ou uma orelha ou a outra teria necessariamente que ser mentira.

Talvez se desse conta que poderiam as duas ser mentira.

Talvez (quem sabe!) pecebesse até mesmo que toda orelha de todo livro é sempre mentira.

Afinal, o que é uma orelha de livro senão uma narrativa ficcional para criar uma persona vendável ou prestigiosa para a pessoa autora? (Com ou sem foto? Foto de rosto ou de corpo inteiro? Foto na praia ou na biblioteca? Melhor citar os títulos acadêmicos ou os títulos dos livros publicados? As esposas ou os filhos? As viagens ou as falências?)

Se as orelhas são mentira, o que dizer então dos prefácios e dos posfácios? Dos elogios da contracapa e dos agradecimentos finais?

E não só desse livro, mas de todos os outros que já li, pensaria a hipotética leitora: esses livros em quem tanto confiei.

Ou, talvez, distraída e desinteressada, simplesmente colocasse o livro de volta na mesa e fosse comprar um Moleskine.

* * *

Um editor se recusou a publicar esse livro (chamado Mentiras Reunidas, vamos lembrar) por causa do excesso de mentiras.

O livro é de ficção, respondi.

Ora, nas orelhas, na biografia, nos elogios da contracapa não pode.

Mas por quê? Se o livro é ficção, por que não ser tudo ficção?

A verdade é que é tudo mentira.

A mentira é que nada é verdade.

Alex Castro,
Copacabana, 6 de janeiro de 2021

* * *

Primeiras mentiras

Mentiras reunidas, antologia que sai agora pela editora Oficina Raquel, reúne trinta e dois anos de produção ficcional, entre 1987 e 2019.

O livro abre com a noveleta Mulher de um homem , escrita entre 1996 e 2001, talvez meu trabalho preferido. Depois de uma bem-sucedida campanha de financiamento coletivo, foi publicada em 2009 pela editora independente Os Viralata, do saudoso Branco Leone. (Existe uma recompensa para informações sobre seu paradeiro.) Minha querida amiga e artista plástica Isabel Löfgren criou três capas diferentes — azul, laranja e magenta — que logo se transformaram em item colecionável. Reescrevi tudo em 2019: a versão publicada aqui é inédita.

A coletânea Onde perdemos tudo continua em casa: foi publicada por essa mesma Oficina Raquel em 2011 e reúne contos sobre o tema comum da perda, escritos entre 1994 e 2004. A capa, mais uma vez da Isabel, é a minha preferida dentre todos os meus livros; ela também assina a capa desse Mentiras reunidas. O último conto “A falta que nos fazem os figos” teve que ser modificado às pressas para incluir desenvolvimentos que acabavam de acontecer e que são referidos no próprio texto. Muito obrigado à minha querida editora Raquel Menezes pela paciência e flexibilidade. (Os números de página citados no conto se referem à edição original de 2011.)

Depois da festa junina, em volta da fogueira reúne não só contos muito antigos, escritos entre 1987 e 1997, mas também temáticos: são todos histórias de terror à moda antiga. O livretinho, costurado artesanalmente, foi produzido em Curitiba pela Editora Cavalo Babão e dado de presente de fim-de-ano aos funcionários, colaboradores e acionistas da Panair do Brasil, pouco antes de sua falência, em 1998. (Hoje, tornou-se raríssimo. Perdi meus únicos exemplares durante o Furacão Katrina, em 2005. O último que encontrei, em um sebo de Alter-do-Chão, custava R$600 e me recusei a pagar.)

O conto “A falta que nos fazem os figos”, depois incluído como último conto de Onde perdemos tudo, originalmente era o primeiro conto de Depois da festa junina, em volta da fogueira. Assim, as pessoas que lerem Mentiras reunidas na sequência terão a experiência de pular de um livro a outro passando por uma pequena área comum.

Por fim, a seção “Mentiras avulsas” reúne quatro contos, escritos entre 1994 e 2019, nunca antes publicados em forma de livro.

“Como nos velhos tempos” apareceu no primeiro número da revista Klaxon (terceira fase, 2000), cuja tiragem acabou sendo recolhida em circunstâncias embaraçosas que não preciso recontar. Em 2015, graças aos esforços do meu amigo e advogado Antonio Eduardo Ramires Santoro, o processo foi julgado extinto por inépcia e improcedente por litigância de má fé. O conto aparece aqui pela primeira vez com todos os nomes verdadeiros.

Nos sete anos entre “A cigarrilha apagada”, publicada em 2012 no site PapodeHomem, e “A cachorra atropelada”, escrita em 2019 especialmente para Mentiras reunidas, não escrevi literatura. (Os motivos do autoexílio estão narrados em meu Atenção., publicado pela Editora Rocco.) Muito obrigado a toda a sanga de Eininji — Templo do Cuidado Amoroso Eterno, pela acolhida durante meus anos de silêncio e recolhimento.

Talvez seja desnecessário afirmar, mas Mentiras reunidas é um livro de ficção.

Alex Castro
Copacabana, 10 de janeiro de 2021

* * *

Às vezes, morro

Eram umas três e quinze quando liguei para Gláucia. Ela atendeu meio grogue, alô?, hã?, quem é? Respondi: sou eu, Alex, te acordei? Sim, tava tirando um cochilo, o remédio me derrubou. Bem, são três e quinze, eu liguei mesmo só pra saber se você tinha melhorado, se estava bem. Estou, estou sim, já melhorei, só estou com soooono!, e bocejou. Achei melhor deixá-la dormir e disse: então tá, era só isso que eu queria saber, vai cochilar, a gente se fala direito mais tarde.

Na verdade, só de ouvi-la bocejar também peguei sono e decidi me deitar um pouquinho. Quando acordei, já noite alta, tinha uma mensagem piscando na minha secretária eletrônica. Oi Alex, aqui é a Gláucia, são oito da noite. Você me ligou hoje à tarde? Lá pelas três e quinze? Eu tava tão sonada que nem me lembro. Acho que sonhei que você tinha me ligado. Foi você mesmo ou foi delírio da febre? De qualquer modo, estou ok. Depois me liga.

E eu pensei que aquilo, de algum modo, poderia dar um bom argumento de história de terror. Imagina se ela acorda assim, sem saber se falou comigo ou não, deixa esse recado na secretária eletrônica, e depois descobre: sinto muito, Gláucia, ninguém te contou?, o Alex faleceu, ninguém entendeu nada, tudo tão súbito, teve um piripaque e caiu com a cara na sopa. Às três e quinze, nunca vou esquecer, meu filhinho! Oh, mas eu falei com ele hoje às três e quinze. Será que foi mesmo sonho? Ou será que há mais coisas entre o céu e a terra do que desconfia nossa vã filosofia?

Ri comigo mesmo e liguei pra ela pra contar a historinha. Gláucia era tão mórbida quanto eu, iria achar a maior graça. Ninguém atendeu em sua casa, caiu direto na sua secretária eletrônica, uma gravação estranha, com a voz do seu irmão: a família deseja agradecer a todos pelas manifestações de apoio. Desculpem não atendermos o telefone, ainda estamos em choque. A Gláucia teve uma piora súbita da febre, foi internada e acabou falecendo de infecção generalizada hoje à tarde, às três e quinze. O velório será etc. Por favor, não mandem flores.

Coloquei o telefone no gancho horrorizado, ainda tentando digerir aquilo tudo, poderia ser verdade? Gláucia, morta? E antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, o telefone voltou a tocar, dei mais dois passos para trás, não queria falar com ninguém, mas minha mãe entrou no quarto e atendeu:

Alô, é a mãe dele. Obrigada. Sim, hoje à tarde. Às três e quinze. Não sabemos. Os médicos não conseguiram explicar o que houve. Só sei que perdi meu filho! Meu pobre Alex!

* * *

Últimas mentiras

Mulher de um homem só

Começada em Buenos Aires, em 1996, e terminada no Rio, em 9 de setembro de 2001, na mesma semana em que me casei pela primeira vez, com Diane Cruz Almeida. Reescrita em 2019. Agradecimentos a Renata Dantas de Araujo, Fernanda Pucheu, Derek e Patrícia Höck, Ana Maria Flores, Deborah e Marcelo Spector, Jayme Landmann, Guilherme Vieira, Mauricio Trida, Albano Martins Ribeiro, Paula Berbert, Diane Cruz Almeida, Regina Glória Dantas de Araujo, Mônica Kalil.

Onde perdemos tudo

A morte do meu cachorro

Finalizada a 23 de março de 1997, em Nova Orleans, pouco depois de uma dolorosa visita à Fiona em Buenos Aires. Alguns anos depois, nos reencontramos e voltamos a ser melhores amigos. (A reconciliação inspirou o conto “Quando morrem os pêssegos”) Fiona faleceu em 2009, voando do Rio para Paris. Eu iria encontrá-la na semana seguinte. Essa história é dedicada a ela.

De portas abertas

Escrita em 2 de agosto de 2004, na Praia de Trindade, em Paraty, poucos dias depois da minha separação definitiva de minha primeira esposa. Não sei se sou eu ou ela quem quer tanto desesperadamente entrar. Talvez ambos. Dedicado a Diane, seu segundo marido, Michelle, seus filhos Jarno e Beatrice.

Onde perdemos tudo

Terminada em 23 de outubro de 1994, no Rio. Romance hipercondensado que acabou virando um conto. Inspirado em uma carta que me mandou uma ex-namorada. Não sei se chegou a ler a história, nem o que achou. Estou proibido de mencionar seu nome nos meus textos.

Quando morrem os pêssegos

Terminada em 1º de junho de 1996, para celebrar a reconciliação com Fiona, minha melhor amiga da vida inteira, depois de alguns anos dolorosos sem nos falarmos. Baseada em um koan zen. Dedicada à Anália, seu marido, Rui, suas filhas Patrícia e Ludmilla, e sua primeira netinha, Luar.

A falta que nos fazem os figos

Terminada a 22 de junho de 1994. Obrigado a Dona Mitzi, Gália, Raquel e Gabriela pela permissão de usar seus nomes verdadeiros. Reescrita às pressas em meados de 2011 para inclusão no livro Onde perdemos tudo. Obrigada à editora Raquel Menezes, da Oficina Raquel, pela paciência e disponibilidade.

Depois da festa junina, em volta da fogueira

Moça de sorte

Escrita a 16 de junho de 1993, visitando minhas amigas Isabel e Fernanda em Smith College. Parece ficção, mas a história aconteceu de verdade, no Alice B. Toklas House, em 10 de fevereiro de 1988. A estudante que encontrou o corpo era uma turca chamada Asligul Berktay e o caso foi amplamente coberto pela imprensa local.

Não adianta morrer

Escrita em 17 de março de 1989, em Buenos Aires, na casa da Fiona. Em um mundo de histórias de terror cada vez mais elaboradas, eu sentia falta de nossos velhos e simples terrores, como, por exemplo, o terror de ser casada com um homem babaca.

Uma questão de fé

Escrita a 3 de fevereiro de 1992, na Pousada da Fazenda Santo Honesto, em Capivara, que nunca foi um internato, mas é um dos lugares mais lindos onde já me recuperei de um grave acidente. O cachorro não precisou ser sacrificado, a ferida não infeccionou e ganhei com uma cicatriz máscula no rosto. Muito obrigado aos administradores Camael e Pavência, por me receberem tão bem.

A surdez do meu avô

Escrita a 16 de junho de 1991, pouco depois da morte do meu avô, João Luiz, engenheiro, classe de 1938, Instituto Eletrotécnico de Itajubá. Dedicado a memória do meu pai, com um abraço carinhoso à Geisa, sua viúva.

A menina do copo d’água

Escrita a 23 de fevereiro de 1988, depois de um carnaval inteiro trocando histórias de fantasmas em volta da fogueira, com Renata, Fernanda, Debbie, Isabel. Essa foi uma de tantas que ouvi, nem me lembro quem contou. Dedicado, com um amor sem fim, às minhas melhores amigas queridas da adolescência.

Te espero no açougue

Escrita a 18 de abril de 1994. Dedicada, com agradecimentos e gratidão, a todas as pessoas não-artistas que nos aturam, nos consomem, nos sustentam, nos possibilitam.

Às vezes, morro

Escrita a 27 de janeiro de 2010. Dedicada à minha memória, precocemente falecido durante a escritura desse contículo.

Sangue e morte na noite de natal

Escrita na véspera de natal de 1987, em meio a um evento familiar movimentado e insuportável. Quase todos os participantes sobreviveram (saudades, tio Hélio) e rendeu o conto mais antigo desse livro. Dedicado à minha mãe, de quem herdei todas as habilidades artísticas e comunicativas que uso para ganhar a vida desde sempre e até hoje.

Mentiras avulsas

Como nos velhos tempos

Escrita entre 18 de janeiro de 2000 e 29 de novembro de 2002, durante o primeiro boom da Internet. Não vou citar o imbróglio judicial causado por esse conto, (tive que fechar minha consultoria de UX e ir morar em Havana), mas fica a dedicatória, com agradecimentos, a Antonio Eduardo Ramires Santoro, meu advogado e um dos meus antigos e melhores amigos. Totalmente revisada e reescrita em dezembro de 2019.

Grandezas de candura

Escrita a 2 de fevereiro de 1994, na sala de embarque do Galeão, antes de voar para Buenos Aires e visitar Fiona pela última vez. (O conto “A morte do meu cachorro” é o resultado dessa viagem.)

Uma cigarrilha apagada

Escrita a mão, no CCBB RJ, a 11 de junho de 2012, durante o Festival Cena Brasil Internacional. Foi o último texto de ficção que escrevi antes de meu internamento voluntário de sete anos. Dedicado a uma pessoa que muito me amou e nunca me escolheu. Às vezes, quando faz frio e está úmido, ainda sinto uma pontada.

A cachorra atropelada

História inédita, escrita especialmente para esse livro. Terminada em 14 de dezembro de 2019, entre o meu casamento civil e o meu casamento religioso com a minha primata favorita, dentre todas as primatas, Marina. Obrigado a todas as pessoas que leram e releram diversas versões dessa história durante o seu longo processo de elaboração.

* * *

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Para pedidos internacionais, entre em contato com o email editorial@oficinaraquel.com e preencha este formulário.

Sobre o autor

Alex Castro (1971-2021) não teve filhos.

Foi melhor amigo de: Dolly (1978-89), Júnior (1990-92), Átila (1993-2002), Oliver (c.2001-14) e Capitu (2014-21).

Amou e foi amado por: Diane (2001-04), Liloló (2005-10), Vívian (2010-12), Outra Significativa (2012-15), Carolina (2015-18) e Marina (2018-21).

Escreveu: Mulher de um homem só (2009), Onde perdemos tudo (2011), Outrofobia (2015), Atenção. (2019) e Prisões (2021, póstumo).

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Porque mentir

Primeiras mentiras

Mulher de um homem só

Onde perdemos tudo
A morte do meu cachorro
De portas abertas
Onde perdemos tudo
Quando morrem os pêssegos
A falta que nos fazem os figos

Depois da festa junina, em volta da fogueira (inéditos)
Moça de sorte (exclusivo capa dura)
Não adianta morrer (exclusivo capa dura)
Uma questão de fé
A surdez do meu avô (exclusivo capa dura)
A menina do copo d’água (exclusivo capa dura)
Te espero no açougue
Às vezes, morro
Sangue e morte na noite de Natal (exclusivo capa dura)

Mentiras avulsas (inéditos)
Como nos velhos tempos
Grandezas de candura
Uma cigarrilha apagada
A cachorra atropelada

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