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Cultura da paz: uma resenha por Ana Haddad

Ao percorremos as páginas de Cultura da Paz somos surpreendidos com mais uma obra de Marco Lucchesi. Este que, acima de tudo, prima não somente pela erudição, mas, inclusive, pela solidariedade profunda, própria daqueles que possuem brilho silencioso, irradiante. Em outras palavras: sente dores autênticas diante dos inúmeros dramas humanos que subtraem o direito da existência plena. Um poeta que exala satisfação, generosíssima, ao ressaltar valores de escritores, pensadores, artistas, refugiados, presidiários. Sem fronteiras geográficas, históricas, hierárquicas e temporais.

Cultura da Paz pode e deveria ser lido como uma verdadeira Educação Estética. Os textos de Marco Lucchesi são exigentes. Exigentíssimos. Reforçam, inclusive, uma posição importante de nosso mestre Deleuze, ou seja, de que a verdadeira literatura não se faz apenas com intenções literárias. Solicitam do leitor
um repertório não somente voltado para a literatura. Mas para a pintura, história, geografia, ciências em geral, filosofia, música, política, teologia.

Marco Lucchesi desafia, uma vez mais, a capacidade de confronto das habituais insuficiências que sempre inquietaram os que realmente pensam. Ao terminar a leitura dos ensaios, contidos neste livro, de imediato, sentimos a necessidade de retomá-los. Talvez de forma descontínua. Cada ensaio é uma síntese
em alto grau de excelência. Cada texto remete o leitor a um diálogo com a tradição e valores que atualmente, mais do que nunca, deveriam ser repensados e avaliados por todos os seres humanos que ainda acreditam na capacidade da admiração, indignação e, sobretudo, no fascínio dos verdadeiros textos com alto grau de poeticidade.

E, finalmente, observe-se um projeto editorial de altíssima qualidade. Capa, ilustrações e outros detalhes importantes que dão à obra a seriedade que ela merece.

Cultura da Paz já está em pré-venda.

Garanta o seu.

Ana Maria Haddad Baptista possui pós-doutoramento em História da Ciência,
Universidade de Lisboa e pela PUC/SP onde se aposentou. Mestrado e doutorado em Comunicação e Semiótica (PUC/SP). Possui vasta experiência no magistério do Ensino Superior. Diversas publicações no Brasil e exterior. Atualmente trabalha como pesquisadora e professora nos programas de pós graduação stricto sensu Educação da Universidade Nove de Julho de São Paulo.
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Marco Lucchesi no catálogo da Oficina Raquel

Em novembro de 2020, teremos um lançamento especial de Marco Lucchesi, o atual presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL). Nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 1963 e ocupa a cadeira de no.15.

É autor, entre outros, dos romances O bibliotecário do imperador e O Dom do Crime. Domínios da Insônia reúne, em grande parte, seu legado poético. Como tradutor, verteu para o português obras dos italianos Primo Levi e Umberto Eco, do persa Rûmî, do russo Khlebnikov e do tcheco Reiner Maria Rilke. Professor titular de Literatura Comparada da UFRJ. Doutor Honoris Causa pelas Universidades de Tibiscus e Aurel Vlaicu da Romênia. Palestrou em diversas universidades ao redor do mundo. Seus livros já foram traduzidos para mais de dez idiomas.

Marco preparou um texto especial falando um pouquinho mais sobre seu futuro trabalho com a Oficina Raquel, chamado Cultura da Paz:

Cultura da paz reúne ensaios escritos em forma de prosa poética, aberto para o diálogo e a alteridade, em contraposição ao momento atual, marcado pela ausência de empatia e intolerância. A literatura como centro do debate, a pintura e a música. Mas também o lugar da cidadania, um capítulo amplo, dedicado às visitas do autor às prisões, e em outras paisagens adversas mundo afora. O livro é uma mensagem de paz numa garrafa lançada em mar aberto.”

Continuem acompanhando as novidades do lançamento de Cultura da Paz pelas nossas redes sociais.

Marco Lucchesi é escritor, poeta, ensaísta, professor e tradutor, graduou-se em História pela Universidade Federal Fluminense, obteve os títulos de mestre e doutor em Ciência da Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e fez pós-doutorado em Filosofia da Renascença na Universidade de Colônia, na Alemanha. Transita por mais de 20 línguas.